Helicóptero disparou tiros e granadas contra prédios do governo; não há relatos de feridos

As sedes da Suprema Corte de Justiça e do Ministério do Interior da Venezuela foram atacadas na terça-feira (27) com tiros e granadas jogadas de um helicóptero roubado da polícia, denunciou o presidente Nicolás Maduro, que chamou a ação de um ataque “terrorista” e “golpista”.

Maduro interrompeu uma cerimônia do dia do jornalista para informar sobre o acontecido, e disse que forças especiais foram mobilizadas na busca do piloto e do grupo que sequestrou a aeronave do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC).

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A partir do helicóptero foram disparados 15 tiros contra a sede do Ministério do Interior, no centro de Caracas, onde várias pessoas assistiam a um evento social.

Depois, foram lançadas quatro granadas contra a sede da Suprema Corte, onde estavam reunidos magistrados, segundo detalhes divulgados posteriormente em um comunicado. Não há relato de feridos.

“Havia na Suprema Corte de Justiça uma atividade social, poderiam ter causados várias dezenas de mortes ou lesões, uma tragédia”, disse Maduro ao condenar o ataque.

Cenário de guerra

Muitos moradores de Caracas postaram fotos do helicóptero, que exibia em um dos lados uma bandeira com a frase “Liberdade 350”, em alusão a um artigo da Constituição do país que autoriza protestos contra as autoridades.

De acordo com o presidente, que há mais de três meses é alvo de protestos de milhares de pessoas pela Venezuela, o responsável pelo “ataque” é um agente da Brigada de Ações Especiais (BAE) da Polícia Científica, Oscar Perez. Nas imagens, no entanto, é possível ver duas pessoas no helicóptero.

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Nas redes sociais de Perez, há um “manifesto” pedindo a saída de Maduro e convocando a população para ir às ruas protestar contra o governo atual.

Por conta da ação, a capital da Venezuela foi “blindada” e tanques de guerra foram vistos pelas ruas de Caracas. Ao redor do Palácio Miraflores, sede do governo, a segurança foi ainda mais reforçada, com carros policiais e bloqueios militares em uma extensa área.


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